quarta-feira, 18 de março de 2009

Saudade

Quantos anos irão se passar?
Quantos fios calvos me nascerão?
Antes de se provar o doce veneno da saudade?

Possivelmente será numa tarde de sol,
ou numa noite enluarada.
Em que ambas não haverá tempo,
para temores e pensamentos tristes.

Até, que através de um telefonema,
carta ou prosa morta,
Chegará a notícia fatídica.
E nesse momento o céu cairá,
as florestas, antes tão exuberantes,
perderão a graça.
Toda vida ficará nua diante de seus olhos,
e então, com um aperto no peito e um vé nos olhos
suspiraremos "Meu amigo!"

E nessas oito letras o abismo se abrirá,
as alegrias se dissiparão, e correrá uma única lágrima,
fria e amarga.

A partir deste dia, toda hora essa pessoa virá m pensamento.
E dia após dia a saudade aumentará,
até chegar num ponto terminal,
em que as coisas mais urgente ocuparão nossa mente
e não deixará espaço paara a saudade,
mas preste atenção, coisas mais urgentes,
nunca mais importantes.

Anos após, será lembrado espaçadamente,
ao mesmo tempo que a falta aumenta.
E no fim, após, por nós,
olhos serem velados, nos encontraremos,
com o nosso velho amigo, circundados pela energia plena,
pelo amor mais simples.

E tudo se fará luz...

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